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Usucapião extraordinária: o que é e como funciona?

Primeiro, entenda o básico: essa usucapião serve para quem possui um imóvel como dono, por muitos anos, sem oposição.

Além disso, nessa modalidade, a lei não exige contrato, escritura ou boa-fé.

Ela pode ser pedida na Justiça e, em certos casos, também no cartório.

Qual é o prazo?

Em regra, o prazo é de 15 anos.

No entanto, o prazo cai para 10 anos, se houver moradia habitual ou obras produtivas no local.

O que precisa provar?

Não basta apenas morar no imóvel.

Também é preciso mostrar posse pública, contínua, pacífica e com atitude de dono.

Ou seja, a pessoa deve cuidar, conservar e usar o bem como se fosse seu.

Quais documentos ajudam?

Além da posse, os documentos ajudam muito.

Por exemplo, estes papéis costumam ser úteis:

  • RG e CPF
  • comprovante de endereço
  • contas de água
  • contas de luz
  • carnês de IPTU
  • fotos antigas
  • recibos de reforma
  • notas de material
  • contrato particular, se existir
  • declaração de vizinhos

Se o caso for para cartório, normalmente ainda entram estes documentos técnicos.

  • ata notarial
  • planta do imóvel
  • memorial descritivo
  • certidões negativas
  • documentos da origem da posse

Precisa pagar imposto?

Em regra, o registro da usucapião não exige ITBI, porque a aquisição é originária.

Mesmo assim, ainda podem existir gastos com cartório, planta, ata notarial, certidões e honorários.

Pode pedir gratuidade de justiça?

Se faltar dinheiro, a pessoa pode pedir gratuidade de justiça no processo.

Além disso, a pessoa física pode declarar que não consegue pagar as custas.

O juiz pode pedir prova, se houver dúvida concreta sobre essa situação.

Pode haver usucapião de mais de um imóvel?

Sim, pois na prática, essa modalidade de usucapião não traz a regra de imóvel único. Isso decorre do foco legal na posse de cada bem.

Assim, cada imóvel precisa ser analisado e provado separadamente.

Além disso, se as áreas dos imóveis forem contíguas, o pedido extrajudicial pode até ser feito em conjunto.

O tempo pode passar de uma pessoa para outra?

Sim. Além disso, a lei permite somar a posse dos antecessores.

Isso pode acontecer, por exemplo, de pai para filho.

Mas a posse precisa ser contínua e sem quebra relevante.

Quais são os riscos de não regularizar?

Sem a usucapião, o imóvel pode continuar irregular no registro.

Por causa disso, vender, financiar, inventariar ou dar garantia fica mais difícil.

Além disso, aumentam os riscos de disputa com herdeiros, antigos donos e terceiros.

Com o tempo, a prova também enfraquece. Documento some, vizinho muda e a memória falha.

Portanto, quanto antes você analisar seu caso, melhor.

Se você mora no imóvel há anos, fale com a nossa equipe pelo WhatsApp.

Assim, vamos verificar seus documentos e mostrar o caminho mais seguro para regularizar seu imóvel.

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